INCIDÊNCIA DA SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA EM PESSOAS IDOSAS NO BRASIL AO LONGO DE QUATRO DÉCADAS (1984-2024): ESTUDO ECOLÓGICO
DOI:
https://doi.org/10.7447/1678-0493.2026v4n1p63-72Resumo
Introdução: Os primeiros casos de HIV/AIDS surgiram na década de 1980, afetando principalmente homossexuais, receptores de transfusão sanguínea e usuários de drogas injetáveis. Embora inicialmente tenha afetado pouco a população de pessoas idosas, a partir dos anos 90 essa realidade mudou. Objetivo: Analisar a incidência temporal da taxa de HIV/AIDS em pessoas idosas no Brasil, de 1984 a 2023. Metodologia: Estudo ecológico de corte temporal com uso de dados secundários do Ministério da Saúde e de notificações públicas disponíveis no DataSUS, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no período de 1984 a 2024. As variáveis analisadas incluem frequência por ano de diagnóstico e faixa etária considerando pessoas idosas com 60 anos ou mais, ambos os sexos, que residem nas regiões Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil e sem restrições quanto ao nível de escolaridade. Desconsiderou-se os dados referente ao ano de 2024 por falta de registros sobre HIV/AIDS no Sistema de Informação de Agravos e Notificação. Resultados: Na década de 2000, houve um aumento significativo no diagnóstico de HIV/AIDS, com um total de 45.856 casos registrados. A maior incidência ocorreu na faixa etária entre 60 e 69 anos, com os homens representando 62,7% dos casos de infecção. A região Sudeste registrou o maior número de casos, e foi observado um aumento das taxas em pessoas idosas com baixa escolaridade. Considerações finais: Ações educativas como campanhas públicas de educação permanente para profissionais da saúde, focada na solicitação do teste rápido e na promoção da saúde sexual para pessoas idosas, são de extrema relevância para ressaltar a importância do uso de preservativos nas relações sexuais e conscientizar sobre a realização de exames diagnósticos regularmente. Além de desconstruir estigmas e preconceitos relacionados à sexualidade na terceira idade, levando a diminuição dos casos de HIV/AIDS e de outras infecções sexualmente transmissíveis.
PALAVRAS-CHAVE: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Pessoa Idosa. Morbidade.
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